“Meu
filho, por enquanto a
natureza
dele é de picar,
mas a
minha é de salvar!”
Certa
vez, na Índia, um sábio passeava, com seu discípulo, à margem do
rio Ganges, quando viu um escorpião que se afogava. Ele, então,
correu e, com a mão, retirou o animalzinho e o trouxe à terra
firme. Naquele instante, o escorpião o picou. Dizem que é uma dor
terrível. A mão do sábio inchou. Assim que ele o colocou no chão,
pacientemente, o escorpião voltou para a água. E ele, com a mão já
inchada e aquelas dores violentas, vai e o retira novamente, e o
discípulo a observar. Na terceira vez que ele traz o escorpião, já
com a mão bastante inchada e as dores violentas, ele o põe mais
distante em terra. Aí, o discípulo, já não suportando mais
aquilo, diz: "Mestre, eu não estou entendendo. Este animal... é
a terceira vez que o senhor vai retirá-lo da água e ele pica sua
mão dessa maneira. O senhor deve estar sofrendo dores horríveis."
E ele, com a fisionomia plácida das almas que conhecem o segredo do
bem, daqueles que já realmente conquistaram um território de amor e
de renúncia no coração, que têm a visão das verdades celestes,
vira-se para o discípulo e diz: “Meu filho, por enquanto a
natureza dele é de picar, mas a minha é de salvar!
Deus te abençoe
fique na benção
Pr. Humberto
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